Parlamentares do PL afirmam que as condenações do 8 de janeiro foram desproporcionais
A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira, 10, o Projeto de Lei da dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto, aprovado por 291 votos a 148, segue agora para análise do Senado ainda neste ano, conforme antecipado pelo presidente Davi Alcolumbre. No programa Spaço Rádio Jornal, os deputados federais Bibo Nunes e Mauricio Marcon, ambos do PL, repercutiram a votação.
Nunes afirmou que o Senado deve aprovar a proposta e que o STF também tende a acatar o texto. Ele declarou que parlamentares do PL votaram a favor do projeto por não avistarem outra alternativa diante das decisões já consolidadas pelo Supremo, e frisou que a redução de pena poderá levar Bolsonaro a cumprir cerca de dois anos e meio, em vez dos mais de 20 anos fixados anteriormente. Bibo classificou as condenações como “absurdas”, citou casos emblemáticos, como o de Débora “do Batom”, e afirmou que um eventual governo da direita em 2026 poderia conceder indulto aos condenados. O parlamentar ainda criticou ministros do STF e salientou ter protocolado um novo pedido de impeachment contra Gilmar Mendes.
Marcon, por sua vez, destacou que o PL devolveu liberdade a pessoas que, segundo ele, foram “injustamente condenadas”. Ele afirmou que não houve tentativa de golpe e classificou as acusações como “pirotenia” para atingir Bolsonaro e afastá-lo da eleição de 2026. Ele avaliou que o Senado deve confirmar o texto aprovado pela Câmara e declarou que, caso Lula vete o PL, o Congresso deve derrubar o veto. Marcon também comentou o estado de saúde de Bolsonaro, dizendo que, segundo relatos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente enfrenta complicações decorrentes da facada sofrida em 2018.
O parlamentar insistiu que a situação clínica de Bolsonaro é “delicada” e afirmou que as dificuldades enfrentadas por ele seriam consequência de limitações impostas pelo STF. Marcon acrescentou que o ministro Alexandre de Moraes teria, segundo ele, um “objetivo claro” contra o ex-presidente.
