Cláudio Branchieri também classificou o presidente da Câmara, Hugo Motta, de fraco e submisso ao Supremo
O deputado estadual Cláudio Branchieri criticou duramente, nesta sexta-feira, 19, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em pronunciamento, ele classificou o processo como “golpe” e “processo de vingança”, acusando os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin de agirem com parcialidade e perseguição política.
Segundo o parlamentar, a dosimetria aplicada nas condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro estaria incorreta. “Quando um assassino mata alguém a facadas, eu não posso acusá-lo de tentativa de homicídio e de homicídio ao mesmo tempo. Isso foi o que fizeram no caso do golpe de Estado”, argumentou, afirmando que houve soma indevida de penas.
O deputado também criticou a condução do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a quem chamou de “fraco” e “submisso” ao STF. Ele defendeu que o Congresso “tem que ser independente” e “rebelar-se” contra o que chamou de interferência do governo e do Judiciário.
Em sua fala, o parlamentar apontou que Bolsonaro não teve direito a recurso e nem às condições concedidas a outros ex-presidentes, como Lula e Michel Temer, quando estiveram presos. “Bolsonaro é vítima de uma perseguição cruel e o ápice dessa crueldade será mandá-lo para a Papuda com o estado de saúde que ele tem”, declarou.
