Diretor participou de entrevista na Spaço FM
O diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres, em entrevista reproduzida na manhã desta segunda-feira, 30, afirmou que a instalação de semáforo no chamado trevo da Grendene, em Farroupilha, não é considerada uma solução adequada para os problemas de segurança no local. Segundo ele, a prioridade da concessionária é investir em intervenções estruturais, como duplicações e viadutos, capazes de resolver definitivamente os conflitos de tráfego.
O trecho, localizado na ERS-122, é apontado como um dos mais críticos da região, com registros frequentes de acidentes, inclusive graves. Apesar disso, o diretor reforçou que o uso de sinaleiras em rodovias apresenta riscos. “Parar o fluxo de uma rodovia é perigoso, especialmente em condições como neblina. O semáforo seria a última das alternativas”, destacou.
Enquanto as obras definitivas não são executadas, a CSG estuda medidas paliativas para reduzir os riscos no local. Entre as possibilidades estão ajustes na sinalização, alterações de trajeto e redução de velocidade. “Estamos nos debruçando sobre o problema para encontrar uma solução temporária que aumente a segurança até que a obra principal saia do papel”, afirmou.
A solução definitiva, conforme o projeto da concessionária, depende da duplicação da ERS-122 no trecho entre Nova Milano e a região da Tramontina. O plano prevê a construção de um viaduto elevado para o fluxo principal da rodovia, além de uma rotatória inferior que permitirá os acessos locais com mais segurança.
Além disso, a CSG projeta mudanças significativas na RSC-453, com a implantação de vias marginais, chamadas de binários, para separar o tráfego local do fluxo de alta velocidade. Essas marginais devem conectar bairros e facilitar retornos, especialmente em áreas de grande movimentação, como a região próxima ao hotel Adoro e ao acesso ao bairro Bela Vista.
As obras de duplicação da RSC-453 devem começar no segundo semestre de 2026, com maior intensidade ao longo de 2027 e previsão de conclusão entre o fim de 2027 e início de 2028. No entanto, o diretor alerta que o avanço do cronograma depende da resolução de questões financeiras. “Hoje temos limitações de recursos por conta do desequilíbrio contratual, que ainda está sendo tratado pelo governo do estado. Sem financiamento, não conseguimos acelerar o ritmo das obras”, explicou.
A expectativa é de que, com a execução completa dos projetos, a região passe por uma transformação no sistema viário, reduzindo significativamente os acidentes e melhorando a fluidez do trânsito. Até lá, a concessionária segue avaliando alternativas emergenciais para minimizar os riscos nos pontos mais críticos.
