Informações foram repassadas pelo presidente da comissão
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul iniciou nesta quarta-feira, 28, à fase de oitivas. Os primeiros a serem ouvidos são os auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE), responsáveis por apontar mais de 50 irregularidades na modelagem das concessões rodoviárias.
O presidente da CPI, deputado estadual Paparico Bacchi, destacou que o objetivo da comissão é dar transparência ao processo e esclarecer os impactos econômicos do modelo de pedágios proposto pelo governo. “Quando há uma concessão mal feita, quem paga a conta são as famílias gaúchas. O pedágio vai contra o nosso estado e compromete a economia por 30 anos”, afirmou.
Segundo Bacchi, o Rio Grande do Sul enfrenta a maior crise econômica de sua história recente, agravada por cinco anos de estiagens consecutivas, endividamento dos produtores rurais e fechamento em massa de estabelecimentos comerciais. “Estamos vendo centenas de milhares de salas comerciais fechadas em todo o Estado. O comércio está sufocado e não suporta mais custos adicionais”, frisou.
O parlamentar também criticou a previsão de instalação de 58 pórticos que, segundo ele, resultarão em 116 pontos de cobrança, com tarifas consideradas ‘altíssimas’. Outro ponto levantado foi a destinação de recursos públicos. “O governo quer doar R$ 1,5 bilhão do dinheiro das enchentes para futuras concessionárias no Bloco 2 e mais R$ 1,5 bilhão no Bloco 1. Isso é inaceitável”, declarou.
A sessão ocorre às 14h, na Sala Maurício Cardoso, com acesso aberto à sociedade e transmissão pelas redes sociais da Assembleia. A CPI pretende aprofundar a análise sobre os contratos e demonstrar os efeitos que os pedágios podem trazer para a população e para a economia gaúcha.
