Ajuste financeiro busca garantir salários e estabilizar o caixa da empresa em 2026
Os Correios projetam a demissão de 15 mil funcionários no novo Programa de Demissões Voluntárias como parte do plano de reestruturação da estatal. A estimativa é 50% maior do que a previsão inicial, que apontava para 10 mil desligamentos. Segundo informações da CNN Brasil, o plano prevê que 10 mil funcionários deixem a empresa em 2026 e outros 5 mil em 2027. Em nota divulgada no sábado, 6, a estatal afirma que o programa está sendo dimensionado com base em estudos técnicos e com foco em adesão voluntária e economicamente viável.
A direção dos Correios também busca um aporte emergencial de R$ 6 bilhões do Tesouro para garantir salários, 13º e pagamentos a fornecedores até o fim do ano. Para viabilizar o repasse, a empresa prepara uma nova proposta à equipe econômica, reduzindo o valor de um empréstimo anteriormente rejeitado e agora estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. A mudança ocorre após o fracasso da tentativa de captação de R$ 20 bilhões, considerada de alto risco para a União.
Internamente, a avaliação é de que o aporte emergencial cobre o déficit de 2025 e reequilibre o caixa no curto prazo, permitindo retomar negociações com bancos em cenário mais favorável. A estatal afirma que precisa ampliar o portfólio de instituições financeiras, já que o período eleitoral reduz o interesse do mercado. Em comunicado enviado na sexta-feira, 5, a diretoria reforçou que trabalha junto ao Tesouro em busca de alternativas para ajustar o modelo financeiro e garantir a sustentabilidade da empresa.
