Cerca de 19 casas foram atingidas
Aos poucos, a localidade de Vila Rica começa a se reerguer após o tornado que atingiu a região no dia 23 de dezembro de 2025. Apesar dos grandes prejuízos materiais, moradores destacam o alívio por não haver registro de vítimas e a força da união comunitária neste momento de reconstrução.
A moradora Ângela Chesini relata que os trabalhos já começaram, com prioridade para as estruturas essenciais da propriedade. “Estamos reconstruindo principalmente os galpões que utilizávamos para a produção e para manter ração e insumos do gado. A parte dos veículos fica em segundo plano, porque foi tudo destruído e agora não é prioridade”, explica.
Segundo ela, a reconstrução avançou após a trégua da chuva e o retorno das atividades comerciais com o fim do período de férias. “O maior problema foi a falta de material nesse período, mas agora, com o início da semana, o pessoal já está com a mão na massa”, afirma. Ainda assim, os desafios são grandes, principalmente com a rede elétrica. “Toda a parte de energia foi destruída, teremos que refazer toda a ligação. É mais um custo, mas aos poucos vamos fazendo.”
A questão dos entulhos também segue sendo um desafio. Parte do material já foi recolhida pela prefeitura e por catadores, mas ainda há resíduos que precisam ser removidos. A expectativa é que a própria comunidade organize um mutirão para concentrar os galhos e destroços em um único local, facilitando a coleta.
Para Marcos Chesini, o momento agora é de seguir em frente. “O pior já passou, que foi o susto na hora. Devagarinho vamos voltar ao normal. Até o fim de semana, com a chegada dos materiais, acreditamos que boa parte estará resolvida”, comenta. Ele também destaca a importância da parceria entre moradores e poder público, especialmente na retirada dos entulhos, e manifesta esperança na rápida recuperação da escola atingida, para que os alunos não tenham prejuízos.
Outro morador afetado, Sidnei Caumo, conta que os reparos em sua casa estão praticamente concluídos. “Foi o telhado e parte da madeira que estragaram. Hoje de manhã terminei os consertos, agora estamos fazendo a limpeza do que sobrou”, relata. Ele explica que perdeu cerca de metade do telhado, mas optou por refazer toda a cobertura, já que a estrutura antiga tinha cerca de 30 anos. “Foi um custo que não estava no orçamento, mas não tem outra, é seguir em frente.”
Apesar dos danos ainda visíveis e das obras em andamento em algumas residências, o sentimento predominante em Vila Rica é de resiliência. Com trabalho conjunto, apoio da prefeitura e solidariedade entre vizinhos, a comunidade entra definitivamente na fase de reconstrução, deixando para trás o medo e olhando para a retomada da normalidade.
