Há seis anos a direção busca uma solução e não tem respostas concretas
A diretora Elezita Ferrari durante entrevista à Spaço FM, lamentou que a escola inicie mais um ano letivo cercada de esperança e incertezas quanto à instalação da subestação de energia que deve reforçar a rede elétrica da instituição.
Segundo ela, o problema se arrasta desde 2020, com instalação incompleta e documentação ainda em trâmites. “Em 2020 eu já dava uma entrevista muito parecida com esta. Tivemos promessas de que sairia no ano passado, mas com a enchente e todos os problemas no Rio Grande do Sul, houve novo adiamento. Hoje, não temos nenhuma perspectiva, nenhuma informação concreta”, afirmou.
A direção já buscou esclarecimentos na Coordenadoria Regional de Educação e realizou viagens a Porto Alegre para tratar do assunto, mas até o momento não houve avanço. Enquanto isso, a rede elétrica segue inacabada e a subestação continua sem previsão de construção.
O impasse impacta diretamente o dia a dia da comunidade escolar. Equipamentos de ar-condicionado já foram instalados, porém não podem ser utilizados. “Se a gente liga, a rede cai. É impossível usar. Isso só será possível quando a subestação for construída”, explicou Elezita.
Sem a obra, que em 2020 foi orçada em R$ 330 mil, a escola, que é centenária e acompanhou o desenvolvimento do município desde seus primórdios, segue enfrentando limitações estruturais.
Além da subestação, a diretora reforça outro pedido antigo: o fechamento da quadra esportiva. Atualmente, a escola conta apenas com uma área coberta, mas aberta nas laterais, o que impede a realização de atividades em dias de chuva ou frio intenso. “Hoje a subestação já parece um sonho. A quadra fechada também. Nossos alunos precisam de um espaço adequado para as atividades, especialmente diante das intempéries climáticas. Fica o nosso apelo. Se alguém quiser acolher esse pedido, seremos eternamente gratos”, declarou.
Deputado critica inação do governo
O deputado estadual Guilherme Pasin também se manifestou sobre o caso e criticou a falta de respostas do governo estadual. “Quando se bate, bate, bate numa porta e ninguém abre para resolver um pleito simples como uma central de energia ou um ginásio, é preciso buscar outros caminhos. Isso é expressão de esperança”, afirmou.
Pasin destacou que chegou a destinar emenda parlamentar para o fechamento do ginásio, mas foi impedido de executá-la, já que investimentos em infraestrutura escolar precisam seguir os trâmites do programa estadual específico. “O que não podemos admitir é a inação. Não é dinheiro do Estado ou da Secretaria, é dinheiro do pagador de impostos. Vamos continuar cobrando ações concretas”, garantiu.
Enquanto isso, direção, professores, alunos e famílias aguardam uma resposta efetiva. Entre promessas e reuniões, a escola entra em 2026 somando seis anos de espera por uma solução que garanta melhores condições de ensino e infraestrutura adequada para sua comunidade escolar.

Alunos realizam atividades na quadra sem cobertura
