Setor apresenta crescimento expressivo do turismo na Serra Gaúcha
O empresário Tarcísio Michelon, diretor-proprietário da rede de hotéis Dal’Onder, destacou o crescimento expressivo do turismo na Serra Gaúcha, especialmente em Bento Gonçalves, que hoje contabiliza 52 hotéis, 92 vinícolas e 230 restaurantes, números que demonstram a consolidação do município como um dos principais destinos turísticos do Estado.
Segundo Michelon, o cenário atual é muito diferente de quando iniciou sua trajetória no setor, há 45 anos. “Quando cheguei, Bento Gonçalves tinha quatro hotéis. Hoje são 52, fora os Airbnbs. Tinha oito vinícolas, agora são 92. Restaurantes eram cerca de 30, hoje passam de 230”, ressaltou.
Para o empresário, a região, que no passado não priorizava o turismo, passou a enxergar o setor como estratégico para o desenvolvimento econômico. Ele afirma que a adesão ao turismo ocorre em toda a Serra Gaúcha, especialmente na região de colonização italiana, consolidando um momento que classifica como especial.
Michelon também enfatizou que o crescimento do turismo exige atenção redobrada à segurança. “O turismo atrai muitas pessoas, mas também pode atrair pessoas erradas. A segurança talvez seja o item mais importante que podemos oferecer ao visitante”, afirmou.
Ele salientou ainda que o destino compete com mercados nacionais e internacionais, o que exige preparação constante, inovação e investimentos em novas atrações e espaços temáticos.
Questionado sobre qual segmento turístico é mais forte, lazer, negócios, natureza ou religioso, Michelon foi categórico: todos são fundamentais. “Já me fizeram essa pergunta há 45 anos e a resposta é a mesma: todos. No fim de semana, o lazer é mais forte; durante a semana, o turismo de negócios ganha relevância. Cada momento tem sua importância”, explicou.
O empresário observou ainda o crescimento do turismo de eventos, impulsionado por encontros corporativos e feiras regionais. Ele citou a ExpoBento como exemplo de evento que mantém forte impacto econômico.
Sobre as festas tradicionais, como a Festa da Uva e a Fenavinho, Michelon avaliou que já tiveram impacto maior na atração de turistas de outros estados. Para ele, é necessário inovar para reconquistar esse público. “Esses grandes eventos já impactaram mais no passado. Hoje é preciso criar novas atrações, mais interesse e experiências diferenciadas para voltar a atrair grandes fluxos de visitantes”, pontuou.
Apesar dos desafios, o empresário mantém visão otimista e reforça que o futuro do turismo na Serra Gaúcha depende de inovação contínua, qualificação e criação de novas experiências para os visitantes.