Ele também se posiciona contra criação de ‘Bets’ estaduais
O deputado estadual Guilherme Pasin (PP), durante entrevista à Spaço FM nesta sexta-feira, 20, comentou sobre os constantes homicídios registrados em Bento Gonçalves, destacando que, segundo ele, a maioria das vítimas tem ligação com o mundo do crime.
De acordo com o parlamentar, apesar de o governo do Estado trabalhar com indicadores e programas como o RS Seguro, é preciso atenção aos dados que estariam ‘por baixo’ desses números. “As facções tomaram conta do nosso Estado e, se não tomaram, estão tomando. Precisamos de medidas que envolvam não somente as forças de segurança, que fazem um excelente trabalho, muitas vezes além das condições que possuem, colocando suas próprias vidas em risco. É um conjunto de ações que precisa envolver o Judiciário, as forças de segurança, o governo e a Assembleia Legislativa”, afirmou.
Pasin ressaltou que não se pode “naturalizar a insegurança” e afirmou que, com exceção dos casos de feminicídio, que classificou como ‘cabulosos, tristes e condenáveis’, os demais homicídios estariam relacionados a disputas por pontos de tráfico ou acertos de contas ligados ao tráfico de drogas.
Projeto sobre o Piseg
O deputado também anunciou que deverá ser votado, nesta terça-feira, 24, projeto de sua autoria que retira a contrapartida de 10% prevista no Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (Piseg). Segundo ele, a proposta busca incentivar doações do setor privado para investimentos em tecnologia, equipamentos, coletes, viaturas e armamentos destinados à Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros.
Posição contrária às “Bets” estaduais
Durante a entrevista, Pasin também se posicionou de forma contrária à eventual criação de uma ‘Bet’ estadual.“Nem pensar. Acho imaturo e incoerente falar sobre isso neste momento”, declarou.
O parlamentar argumentou que o Estado enfrenta um cenário de endividamento da população, queda nas vendas do comércio e dificuldades financeiras. Para ele, as apostas esportivas têm contribuído para esse quadro. “O Brasil não tem controle para a ludopatia, que é o vício em jogos. Hoje tenho convicção de que as bets fazem muito mais mal do que benefício de entretenimento para a comunidade”, afirmou.
Pasin ainda criticou a presença das casas de apostas no esporte e disse considerar ‘incompatível’ a ampliação desse tipo de atividade sem políticas públicas específicas para prevenção e tratamento do vício. “Não é só arrecadação. Eu quero o bem do povo”, concluiu.
