Luís Carlos Bohn vê excesso de assistencialismo do governo
O presidente da Fecomércio-RS, Luís Carlos Bohn, fez um balanço sobre a economia brasileira em entrevista à Spaço FM e classificou o desempenho do comércio em 2025 como um setor que “está andando de lado”. Segundo ele, isso significa que não há retração, mas também não há avanço significativo.
Bohn destacou que o PIB deve crescer pouco mais de 1% neste ano. Embora o país registre pleno emprego dentro dos critérios utilizados pelo IBGE, ele observa distorções no mercado de trabalho. Segundo o presidente, programas de transferência de renda, as “bolsas”, como se referiu, acabam desestimulando parte da população a procurar emprego. “Isso afeta a principal porta de entrada de trabalhadores, que é o comércio, o maior gerador de empregos do país”, afirmou.
Ele cita ainda fatores como renda curta e juros altos, que contribuem para um ambiente mais lento de consumo. “Temos pessoas desempregadas que não procuram emprego. Isso prejudica o comércio neste momento”, ressaltou.
Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, Bohn afirma que não há expectativas de melhora significativa, mas reforça que o setor seguirá atuando para manter a atividade. “Vamos continuar lutando, gerando imposto, gerando trabalho e gerando salário”, disse.
Finais de ano devem trazer leve aquecimento
Mesmo com um cenário moderado, o presidente da Fecomércio prevê um movimento mais forte no comércio nas próximas semanas, impulsionado pelo Black Friday e pelas vendas de fim de ano. “Deve dar uma aquecida, como sempre acontece nesta época. Não será ruim”, avaliou.
Ele estima algum crescimento no mês, mas dentro de limites modestos. “Atualmente estamos com um crescimento de 2% a pouco mais de 2% no ano. Não é expressivo. As vendas de final de ano vão ajudar a manter esse patamar, mas não será suficiente para impulsionar o setor além disso”, concluiu.
