Evento ocorreu durante o Café da Manhã
A inteligência artificial está provocando uma verdadeira revolução no mercado, silenciosa, mas acelerada. Segundo Otto Hartmann, a tecnologia não está substituindo empregos, mas sim profissionais que não a utilizam. “Quem usa a inteligência artificial está começando a substituir quem não usa”, afirmou.
A comparação com a internet e as redes sociais é inevitável. Assim como essas ferramentas transformaram a comunicação e os negócios, a inteligência artificial veio para ficar, e com uma velocidade ainda maior. “O que vimos de crescimento com a internet e as redes sociais levou um tempo. Com a inteligência artificial, será muito mais rápido”, destacou.
Para o setor empresarial, o alerta é claro: é hora de se adaptar. O uso da ferramenta não é moda, mas necessidade. “Todos nós temos que usar. Ela veio para ficar, assim como a internet e as redes sociais, que hoje são essenciais para quem tem comércio ou negócio e precisa de resultado”, reforçou.
Além disso, o especialista enfatiza a importância da capacitação. Lojistas e vendedores precisam buscar conhecimento sobre o funcionamento da tecnologia. Plataformas como TikTok, YouTube e serviços de streaming oferecem conteúdos gratuitos, além de cursos específicos que ajudam a aplicar a IA no dia a dia. “Depois que ele engrena nesse segmento, a própria inteligência artificial o municia de mais conhecimento. Ele só precisa romper a barreira”, orientou.
A aplicação prática é vasta. A inteligência artificial pode atuar desde o atendimento inicial e qualificação de clientes até a análise de vendas e controle de estoque. Também é capaz de gerar relatórios, interpretar conversas e oferecer feedbacks em tempo real. “Já temos agentes inteligentes que analisam o desempenho de vendedores e ajudam a aumentar as vendas, algo que um gerente humano muitas vezes não consegue acompanhar”, exemplificou.
Para ele, a inteligência artificial é uma aliada do humano, e não sua substituta. “O vendedor precisa transformar sua mentalidade para o sucesso aliado à tecnologia. A ferramenta é poderosa, mas é o humano que precisa ser estratégico e continuar se desenvolvendo”, pontuou.
O recado final é direto: quem não entrar agora nesse universo ficará para trás. “Vai acontecer o mesmo que com quem não aprendeu a usar celular ou computador. A diferença é que agora tudo é muito mais rápido. O que era inteligência artificial há seis meses, hoje já é completamente diferente, mais fácil, mais prática e mais útil”, concluiu.
