Senadores também aumentaram seus salários para R$ 41,6 mil
Com aval do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, os senadores decidiram na última terça-feira, 28, alterar sua jornada de trabalho. Foi definido que só serão votados projetos às terças, quartas e quintas-feiras. Segundas e sextas terão sessões não deliberativas, onde os parlamentares não precisam trabalhar, pois não será considerado falta.
Também ficou instituto que na última semana de cada mês, o trabalho será remoto, sem pautas polêmicas. Na prática, o senador vai precisar trabalhar presencialmente em Brasília apenas nove dias em um mês. Além disso, ficou decidido que nas terça e quartas-feiras, o expediente começa só à tarde. O trabalho começa às 14h, mas votação mesmo só a partir das 16h. Os senadores só têm desconto no salário se faltarem nas votações em plenário, sessões que começam às 16h. O salário dos senadores subirá para R$ 41,6 mil a partir de abril. O reajuste foi definido no final do ano passado.
O jornal Estado de São Paulo destaca que o Brasil tem o segundo Congresso mais caro do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. É como se cada um dos 513 deputados e 81 senadores brasileiros custasse pouco mais de US$ 5 milhões por ano, o equivalente a R$ 23,8 milhões. Os dados, aos quais o Estadão teve acesso, são a conclusão de um estudo de pesquisadores das universidades de Iowa e do Sul da Califórnia e da Universidade de Brasília. O gasto com cada congressista corresponde a 528 vezes a renda média dos brasileiros.
Também foi aumentado o valor da cota parlamentar repassada aos senadores. Os representantes do Distrito Federal e Goiás recebem o menor repasse (R$ 22.307,91), enquanto os do Amazonas recebem o maior valor (R$ 46.933,20). Também foi aumentado o auxílio-moradia, de R$ 5,5 mil para R$ 9 mil. As ações aconteceram após a reeleição de Pacheco na Casa.
