Oficial destacou que corporação não atua com intuito de confrontos, mas que policiais recebem treinamento para situações de risco
O comandante do 36º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Giovani Gomes, comentou sobre a ocorrência que terminou com a morte de Vilso Dorvalino Girelli, de 66 anos, após confronto com a Brigada Militar (BM) na noite de quinta-feira, 7, no bairro Medianeira, em Farroupilha. Segundo ele, o caso teve início após uma tentativa de homicídio, motivada por uma desavença entre moradores da cidade e evoluiu durante a fuga do suspeito, localizado posteriormente pela BM.
Conforme o registro, um homem, de 64 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo no bairro Primeiro de Maio, sendo encaminhado posteriormente ao Hospital São Carlos. Após diligências, os policiais localizaram Girelli no bairro Medianeira. De acordo com a BM, durante a abordagem, o suspeito efetuou dois disparos contra a guarnição utilizando uma garrucha calibre 22. Os policiais reagiram e atingiram Vilso. O Samu foi acionado e constatou o óbito no local. Ele não possuía antecedentes criminais.
“As escolhas não são nossas. A gente está na rua para a prevenção, para trazer mais tranquilidade à sociedade. Quando as pessoas saem desse regramento, acontecem situações dessa natureza”, afirmou o comandante. Gomes também ressaltou que os agentes recebem treinamento para agir diante de situações que coloquem em risco a integridade da equipe ou de terceiros.
“A gente não sai para as ruas com intuito de óbitos ou confrontos. Porém, se a situação se apresenta e coloca em risco a integridade física do policial militar ou de terceiros, a técnica e o treinamento precisam ser usados”, declarou. As últimas homenagens a Vilso Dorvalino Girelli foram prestadas na Capela B do Memorial São José, em Farroupilha. Já o sepultamento ocorreu às 9h do último sábado, 9, no Cemitério Municipal do bairro Nova Vicenza.
