Durante seu interrogatório na delegacia, Peninha optou por permanecer em silêncio
O jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 7, pelo crime de discriminação religiosa contra evangélicos. A investigação foi concluída pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi aberto para apurar o conteúdo de um vídeo publicado por Bueno em 28 de janeiro de 2026. Na gravação, o jornalista afirma que evangélicos não deveriam ter direito a voto e os classifica como “nefastos e desprezíveis”.
Peninha disse no vídeo de janeiro que evangélicos não deveriam votar porque não escolhem seus pastores. Era um comentário relacionado ao evento de um raio que caiu durante uma manifestação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), ocorrida pouco antes.
O vídeo foi retirado do ar por determinação judicial após uma representação da própria Polícia Civil. Durante seu interrogatório na delegacia, Eduardo Bueno optou por permanecer em silêncio.
Em nota, os advogados de defesa afirmam que a fala ocorreu “dentro dos limites legais do exercício da liberdade de expressão.
O escritor argumentou ainda que sua frase foi “modo de dizer” e que só queria “lamentar” as escolhas eleitorais da maioria dos evangélicos.
