Protesto ocorreu na tarde deste domingo no conhecido trevo da Grendene
Uma manifestação realizada neste domingo, 26 em Farroupilha na ERS-122, no conhecido trevo da Grendene, reuniu moradores e lideranças com um objetivo claro: questionar o atual modelo de pedágios previsto para os blocos 1 e 2, além de pedir a revisão do projeto do bloco 3.
Os participantes destacaram que o movimento não é contra a existência de pedágios, mas sim contra o formato adotado, considerado excessivamente oneroso para a população. Segundo os organizadores, a cobrança deveria se limitar aos custos de manutenção das rodovias, serviço efetivamente utilizado pelos motoristas, e não incluir grandes obras de infraestrutura, como duplicações, viadutos e pontes, que, na avaliação do grupo, deveriam ser financiadas pelo poder público por meio de impostos.
Outro ponto criticado foi a composição das tarifas, que inclui não apenas os custos operacionais, mas também o lucro das concessionárias e a incidência de tributos, resultando, segundo os manifestantes, em uma cobrança duplicada ao cidadão.
O grupo também demonstrou preocupação com decisões recentes da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS. Está prevista para esta segunda-feira, 27, uma reunião do conselho da entidade para votar um novo aumento tarifário em seis pontos de cobrança no sistema free flow, entre localidades como Ipê e São Sebastião do Caí. Além disso, até junho, deve ser apresentado o resultado da fase experimental do modelo, que pode ampliar ainda mais os pontos de cobrança.
Os manifestantes também criticaram o aumento no número de multas e alegaram descumprimentos contratuais, reforçando o sentimento de insatisfação com o atual sistema.
Apesar das críticas, os organizadores consideraram que o ato atingiu seu objetivo ao mobilizar a comunidade e ampliar o debate. O grupo afirma que seguirá pressionando por mudanças, defendendo um modelo mais equilibrado, transparente e justo, além de se posicionar contra a implantação dos blocos 1 e 2 e pela revogação do bloco 3. “Defender um pedágio mais justo é defender o interesse da população”, reforçaram os participantes ao final da manifestação.
