Agora ele é pré-candidato a deputado federal
O ex-prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, afirmou nesta terça-feira, 31, que a principal marca de sua gestão foi a implementação de políticas voltadas à valorização do trabalho e à exigência de contrapartidas em programas assistenciais. A declaração foi feita após sua renúncia ao cargo, oficializada nesta segunda-feira, 30, com o objetivo de disputar uma vaga como deputado federal.
Segundo Siqueira, uma das mudanças promovidas no município foi à inclusão de deveres no assistencialismo, área que, conforme ele, historicamente não era questionada. “A gente conseguiu mostrar que, ao ofertar emprego e oportunidade, as pessoas podem sair dessa condição”, destacou.
O ex-prefeito defendeu que benefícios sociais devem ser direcionados a quem realmente necessita, citando situações específicas, como mulheres em condição de vulnerabilidade com filhos. Por outro lado, criticou a concessão de auxílios a pessoas consideradas aptas ao trabalho. “A gente conseguiu colocar deveres na questão do assistencialismo”, afirmou.
Siqueira também avaliou que sua decisão de deixar o cargo tem respaldo de parte da população. Apesar de reconhecer divergências, afirmou perceber ‘crédito e confiança’ para dar um novo passo na vida política.
Durante a entrevista, o ex-prefeito fez críticas ao cenário nacional, apontando que muitos dos problemas enfrentados pelos municípios têm origem em decisões tomadas em Brasília. Ele mencionou dificuldades no acesso a recursos e a falta de representatividade política da Serra Gaúcha, mesmo sendo uma região economicamente forte. “A origem dos problemas não está nas cidades, está em Brasília”, ressaltou.
Ao justificar a pré-candidatura, Siqueira disse acreditar que o momento é oportuno para buscar mudanças. Segundo ele, a intenção é representar a região e ampliar a articulação política para garantir mais investimentos.
O ex-prefeito também se posicionou contrário a propostas como a redução da jornada de trabalho, defendendo a livre iniciativa e destacando a realidade de trabalhadores e produtores rurais. Para ele, é necessário equilibrar direitos e deveres, com foco na valorização de quem trabalha. “A gente precisa parar de falar só em direitos e começar a falar dos deveres”, concluiu.
