Audiência Pública ocorreu na Câmara de Vereadores
A Câmara Municipal de Farroupilha ficou tomada na noite desta quarta-feira, 25, durante Audiência Pública que evidenciou a forte mobilização da comunidade na cobrança por melhorias no saneamento básico. Com participação ativa, moradores relataram insatisfação com os serviços de abastecimento de água e esgoto, apontando problemas recorrentes e exigindo soluções efetivas da concessionária.O encontro reuniu representantes da Corsan Aegea, do Executivo Municipal, da Agência Reguladora dos Serviços Públicos (Agergs), do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável (Cisga), do Ministério Público e da Assembleia Legislativa, representada pelo deputado Pepe Vargas.
Durante a audiência, as entidades apresentaram o cenário jurídico atual. A Corsan, recentemente privatizada, mantém contrato com o município até 2033, mas, por meio da Aegea, empresa vencedora da privatização, apresentou uma minuta de novo contrato padrão, aplicável aos 317 municípios anteriormente atendidos pela estatal.
Em paralelo às discussões contratuais, a prefeitura anunciou a contratação da UCS para elaboração do Plano Municipal de Saneamento, que irá mapear as demandas futuras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Já a comunidade destacou problemas frequentes, como falta de água, má qualidade com odor e coloração inadequadas, cobranças consideradas abusivas e falhas em obras realizadas nas vias públicas. Segundo os vereadores Davi de Almeida, presidente da Casa, e Darlan de Jesus, proponente da audiência, muitas dessas questões ficaram sem respostas claras por parte da concessionária.
A Agergs se colocou à disposição para analisar os casos apresentados, reconhecendo limitações operacionais diante da alta demanda, mas reforçando o compromisso de auxiliar o município na mediação e fiscalização. O deputado Pepe Vargas destacou que a insatisfação observada em Farroupilha se repete em outros municípios, o que motivou a criação de uma comissão na Assembleia Legislativa para avaliar os serviços prestados pela Corsan.
Ao final, foi definido que a Audiência Pública integrará um documento oficial da Câmara Municipal, que será encaminhado à Corsan, à Assembleia Legislativa, à Agergs e ao Ministério Público. A medida busca garantir transparência e dar encaminhamento formal às demandas apresentadas pela população.
