Decisão foi tomada com assinatura do novo estudo do Plano Municipal de Saneamento Básico
O prefeito Jonas Tomazini destacou que Farroupilha não irá assinar um novo contrato com a Corsan sem antes concluir todas as etapas do Plano Municipal de Saneamento Básico. Segundo ele, a decisão do município está sendo tomada com responsabilidade, ouvindo a população, instituições e com base em critérios técnicos.
Diferente de grande parte dos municípios, mais de 300, segundo o prefeito, que já firmaram aditivos ou novos contratos, muitas vezes sem ampla discussão, Farroupilha optou por um caminho mais cauteloso. “Aqui a gente agiu diferente. Ouvimos a população, as instituições e buscamos respaldo técnico para tomar a melhor decisão”, afirmou.
Para garantir embasamento qualificado, o município contratou a Universidade de Caxias do Sul, por meio do Instituto de Saneamento Ambiental (ISAM), que possui experiência de mais de 20 anos na elaboração de planos na área. O objetivo é construir o planejamento de forma sólida, com participação da comunidade e apoio de especialistas reconhecidos.
Tomazini reforçou que o aditivo com a Corsan não será assinado antes da conclusão do plano e do debate com a Câmara de Vereadores. A partir dessas definições, o município avaliará se adapta o contrato atual ou parte para uma nova licitação, cenário considerado o mais provável, diante das mudanças legais e das necessidades atualizadas desde 2008, quando o contrato vigente foi firmado.
“Farroupilha não vai dar um tiro no escuro. Não vamos assumir compromissos de longo prazo sem discutir com a população e sem ter clareza técnica sobre o que queremos para o futuro”, enfatizou o prefeito.
A proposta da administração é garantir transparência e participação popular em todas as etapas, buscando a melhor solução para o saneamento básico do município nos próximos anos.
