Gerson Weber comentou também sobre o problema de descarte irregular de lixo
O presidente do bairro Industrial, Gerson Weber, fez um forte desabafo sobre a realidade enfrentada pela comunidade, apontando problemas graves de segurança, avanço de áreas invadidas e descarte irregular de lixo. Em entrevista reproduzida nesta terça-feira, 24, ele classificou a situação como preocupante e cobrou ações mais efetivas do poder público e maior conscientização da população.
Ao tratar da segurança, Weber afirmou que o combate ao tráfico de drogas tem sido insuficiente diante da dinâmica do crime. “É enxugar gelo. Prende um, aparecem dois no lugar. No outro dia já tem mais gente traficando no mesmo ponto”, afirmou. Segundo ele, o problema foge do controle e não é uma responsabilidade que possa ser resolvida pela comunidade. “Se quem tem o poder não consegue resolver, não é o presidente de bairro que vai conseguir”, pontuou.
Outro fator que agrava a situação é o crescimento de áreas invadidasno bairro. Ele destacou que o avanço dessas ocupações tem gerado impactos diretos na infraestrutura, como falta de água e quedas de energia. “Quem mora na parte mais alta sofre com falta de água quase todos os dias. A luz também cai por sobrecarga. Já teve mercado que precisou fechar porque não conseguia manter os equipamentos ligados”, relatou.
Ele também criticou a falta de continuidade nas ações do poder público. “Já mostramos locais onde estavam construindo novas casas. Vieram, olharam, disseram que voltariam, mas até agora nada. Enquanto isso, continua crescendo”, frisou. Segundo Weber, bairros vizinhos também enfrentam a mesma realidade, com ocupações que aumentam rapidamente.
Além da segurança e da infraestrutura, o descarte irregular de lixo é apontado como uma das principais preocupações da comunidade. De acordo com o presidente, o problema tem gerado indignação entre os moradores. “No último sábado trabalhamos a manhã inteira recolhendo lixo. Agora, poucos dias depois, já estava tudo sujo novamente no mesmo lugar. Dá tristeza”, relatou.
Para ele, a questão vai além da coleta e está diretamente ligada à falta de conscientização. “Todos os bairros enfrentam isso. Falta educação com o lixo”, destacou.
Durante reunião com o prefeito na última semana, Weber levou a demanda e sugeriu a criação de ações educativas nas escolas, inspiradas em programas como o Proerd e o Samuzinho, para incentivar desde cedo a separação correta dos resíduos. “Se não ensinar desde pequeno, depois fica difícil mudar”, afirmou.
O bairro também enfrenta problemas estruturais, como calçamentos antigos, afundamentos e bueiros danificados. No entanto, segundo Weber, a prioridade neste momento é a limpeza urbana, especialmente por se tratar de uma das principais portas de entrada da cidade. “Se alguém chega e vê lixo espalhado, o que vai pensar? Isso reflete em todos nós”, salientou.
