Parlamentar vê perseguição política ao ex-presidente
O deputado federal Maurício Marcon (PL) comentou, durante entrevista à Spaço FM nesta quarta-feira, 14, a repercussão da frase “o sistema quer matar Jair Bolsonaro”, afirmando que, em sua avaliação, a declaração segue atual diante da situação vivida pelo ex-presidente.
Segundo Marcon, Bolsonaro enfrenta problemas de saúde graves, agravados por sequelas de uma tentativa de assassinato ocorrida em 2018, e estaria recebendo um tratamento que, na visão do parlamentar, não seria aplicado a outros investigados. “Uma pessoa com mais de 70 anos, com problemas de saúde comprovados e que passou por uma cirurgia longa, não poderia estar submetida a esse tipo de situação”, declarou.
O deputado também citou como exemplo recente a soltura rápida de investigados em operações policiais, contrastando com a condição do ex-presidente. Para ele, há uma perseguição política com o objetivo de impedir Bolsonaro de participar do cenário eleitoral. “O sistema sabe que Bolsonaro solto é um fenômeno eleitoral. Por isso, querem mantê-lo preso ou levá-lo ao esgotamento físico e psicológico”, afirmou.
Marcon criticou ainda as condições relatadas no local de detenção, mencionando barulhos constantes próximos à cela, que, segundo ele, seriam comparáveis a práticas de tortura psicológica. “Colocar alguém recém-operado, após uma cirurgia de 12 horas, em uma solitária, sem acompanhamento adequado, é jogar essa pessoa para morrer”, disse.
Ao comentar o cenário político nacional, o deputado afirmou que há uma inversão de valores no país. “Pessoas de bem estão presas ou exiladas, enquanto criminosos comandam o Brasil”, declarou, reforçando que, em sua opinião, desde 2018 existe uma tentativa sistemática de neutralizar Jair Bolsonaro por ele não ter se curvado a esquemas de poder.
Marcon também comentou desdobramentos recentes envolvendo investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), criticando decisão do ministro Dias Toffoli que determinou que provas apreendidas em uma operação sejam armazenadas no prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o deputado, a própria Polícia Federal teria alertado que a medida poderia prejudicar as investigações. “Isso nunca foi visto antes. O risco é que essas provas sejam destruídas e tudo termine em pizza”, concluiu.
