Este é o menor índice em 15 anos
Farroupilha encerrou 2025 com os menores índices de criminalidade dos últimos 15 anos, segundo balanço apresentado pelo major Marcelo Gazzana e pelo Capitão Maurício Zanchin Baggio lotados no 36º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O município da Serra Gaúcha alcançou reduções expressivas em praticamente todos os indicadores, se consolidando como referência estadual em boas práticas de segurança.
Queda nos principais crimes
Comparando 2024 com 2025, os números revelam avanços significativos:
- Homicídios: redução de 14%
- Roubo a pedestre: queda de 41%
- Roubo a estabelecimento comercial: diminuição de 40%
- Roubo a residência: redução de 67%
- Roubo de veículo: queda de 71%
- Furto de veículo: redução de 27%
- Furto mediante arrombamento: queda de 28%
Eles destacaram que, desde 2010, apenas em 2014 houve registro de cinco homicídios, enquanto em 2025 foram seis. Apesar disso, todos os demais indicadores atingiram os menores patamares da série histórica.
Comparações que impressionam
Nos últimos cinco anos, Farroupilha reduziu em 90% os índices criminais. Exemplos ilustram a dimensão da queda:
- Roubo a pedestre: de 202 casos em 2017 para apenas 16 em 2025.
- Roubo a estabelecimentos comerciais: de 110 ocorrências em 2016 para três neste ano.
- Furto mediante arrombamento: de 430 registros em 2010 para 62 em 2025.
O trabalho desenvolvido rendeu ao município duas premiações neste ano, uma no primeiro semestre e outra no segundo, além de três convites para apresentar suas práticas ao governo do estado, número superior ao de 2024, quando houve apenas uma participação.
Conforme o major, este resultado é fruto da integração entre instituições e da colaboração da imprensa, que contribui para orientar a população sobre segurança pública. “Esse clima de união está prosperando e nos deixa muito satisfeitos”, afirmou.
Gazzana explicou que embora o número de prisões tenha caído, acompanhando a redução da criminalidade, o combate ao tráfico segue intenso. Em 2025, foram apreendidos cerca de 35 quilos de drogas, entre crack e maconha, em operações nos pontos mais críticos da cidade. Ele destacou que o tráfico é considerado porta de entrada de todos os crimes, e que sua repressão impacta diretamente na diminuição de delitos patrimoniais e na circulação de armas.
