Caso aconteceu em Santa Catarina; família descobriu erro no cemitério
Um sepultamento no Cemitério Municipal de Capinzal, em Santa Catarina, precisou ser interrompido após familiares identificarem que o corpo dentro do caixão não era do homem que esperavam sepultar. O caso foi registrado na última semana e gerou repercussão.
O corpo que deveria ter chegado ao município era de Marcelo Pereira de Moraes, 39 anos, que foi morto em confronto com o Batalhão de Choque no dia 21, em Caxias do Sul, após assalto em uma propriedade rural.
De acordo com as informações da Rádio Capinzal, apesar de o caixão estar lacrado, os familiares decidiram abri-lo no cemitério, antes do sepultamento, no dia 23. Ao retirar as lonas que envolviam o corpo, o irmão relatou não reconhecer o falecido e se assustou com as características físicas apresentadas, levantando dúvidas sobre a identidade da pessoa no interior do caixão.
Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada. O agente funerário responsável pelo translado informou aos policiais que esteve em Caxias do Sul para buscar o corpo, que já estava sendo velado em um caixão lacrado, com a presença de familiares, sendo posteriormente encaminhado para Capinzal. No cemitério, com autorização do gerente operacional, o caixão foi rompido a pedido da família.
Os familiares apontaram divergências, como o estado avançado de decomposição e a estatura incompatível com a de Moraes, que, segundo eles, teria aproximadamente 1,60 metro de altura. A Polícia Civil foi comunicada, autorizou a continuidade do sepultamento e o caso foi registrado em boletim de ocorrência para apuração dos fatos.
Um outro homem, Felipe da Luz Alves de Andrade, de 25 anos, morreu na troca de tiros no dia 21. No entanto, não foi informada a identificação do corpo enviado de forma errada à família.
IML afirma que falha ocorreu durante trabalho das funerárias
Segundo notícia da Rádio Rural de Concórdia, o IML de Caxias do Sul informou que a identificação do corpo de Moraes foi realizada corretamente, seguindo todos os protocolos técnicos adotados pelo instituto.
Conforme a chefia do Instituto no município, a falha ocorreu durante o trabalho das funerárias responsáveis pelo velório em Caxias do Sul e pelo translado até Capinzal.
Ainda de acordo com o IML, ao ser constatado o erro, o procedimento adequado seria a devolução do cadáver ao Instituto, o que não aconteceu.
Sepultamento
O corpo de Moares chegou a Capinzal na manhã de quinta, 25 de dezembro, segundo a Rádio Capinzal. Devido ao estado de decomposição e ao tempo transcorrido desde a morte, não houve velório, apenas o sepultamento no Cemitério Municipal.
Troca de tiros com Batalhão de Choque
Segundo a Brigada Militar, o confronto ocorreu durante uma operação que investigava o envolvimento de Moraes e Andrade em um roubo violento a residência, onde foram levados dinheiro, uma caminhonete Toyota Hilux e uma arma de fogo. Moraes possuía antecedentes criminais por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubos e receptação.
