Investigações seguem com laudos, oitivas e análise de responsabilidades
O delegado da Polícia Civil de Farroupilha, Fernando Cruz Alexandre, atualiza os dois casos que mobilizaram a comunidade nas últimas semanas: uma criança que teve queimaduras de segundo grau em uma escola da rede municipal e a queda de um homem do terceiro andar de um prédio, no centro do muncípio.
Alexandre informou que o inquérito referente ao menino de aproximadamente dois anos, ferido em uma escola de educação infantil no bairro Monte Pasqual, segue em andamento. A Polícia Civil recebeu o primeiro laudo do que atestou as lesões sofridas no dia 26 de novembro, e aguarda um novo documento dentro de 120 dias para definir a gravidade e as repercussões penais. A investigação avançou com o depoimento da mãe, que teve acesso integral às imagens da sala de aula, e seguirá com a oitiva do empreiteiro responsável pela obra, para esclarecer medidas adotadas e possíveis falhas estruturais.
O delegado ressaltou que a ocorrência foi tratada como prioridade, com a coleta de contratos, listas e documentos necessários para esclarecer completamente a situação. A Prefeitura de Farroupilha forneceu todas as imagens e informações solicitadas, demonstrando interesse em esclarecer os fatos. A conclusão do inquérito dependerá de novas diligências que poderão surgir a partir dos próximos depoimentos.
No segundo caso, registrado no último sábado, 6, Fernando explicou que instaurou um inquérito para apurar a situação envolvendo o homem, de 34 anos, que, após agredir a companheira, pulou do terceiro andar de um prédio no centro da cidade. Conforme as investigações, ele era usuário de drogas e entrou em surto, acreditando estar sendo perseguido. Na confusão, que envolveu discussões e tentativas da mulher de impedir que ele se ferisse, os dois sofreram cortes causados pelos estilhaços da janela quebrada.
A companheira relatou ter sido empurrada, puxada pelos cabelos e lesionada enquanto tentava evitar que o homem se jogasse. Ele caiu sobre um telhado e foi resgatado pelos bombeiros, permanecendo em custódia no hospital, motivo pelo qual não houve lavratura de flagrante naquele momento. O inquérito seguirá avaliando se as agressões ocorreram em contexto de surto, uso de drogas ou ambos.
O homem responderá em liberdade, mas poderá ter a prisão preventiva solicitada caso descumpra medidas ou surjam novos elementos. O processo será tratado tanto sob a perspectiva de um possível surto quanto sob a legislação da Lei Maria da Penha, com avaliação psiquiátrica para determinar a capacidade do investigado.
