Mulher cobrava R$ 130 por consulta; ela não tinha formação e usava registro de outra profissional
A Polícia Civil concluiu um novo inquérito contra uma mulher suspeita de se passar por psicóloga em Porto Alegre, Guaíba e Canoas. Ela foi indiciada por estelionato contra crianças e adolescentes.
A suspeita, cujo nome não é informado pela Polícia Civil, apresentava-se como psicóloga, e teria atuado por pelo menos três anos, mesmo sem ter formação. De acordo com a investigação, a mulher cobrava cerca de R$ 130 por sessão.
Ela usava ilegalmente o registro profissional de uma psicóloga que atende em Ivoti, cidade a cerca de 50 km de Porto Alegre. A profissional desconhecia que estava sendo lesada.
Ela também se apresentava como especialista no atendimento de crianças e adolescentes com neurodivergências, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), segundo a polícia.
O inquérito foi conduzido pela 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Com base nas provas reunidas, a mulher foi indiciada por estelionato majorado, por envolver vítimas vulneráveis.
Em depoimento à polícia, a suspeita preferiu ficar em silêncio e não apresentou defesa.
