Ele estava detido desde a última sexta-feira
A Justiça do Rio Grande do Sul indeferiu o pedido liminar de habeas corpus do professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa, preso temporariamente na sexta-feira, 26, por suspeita de crimes sexuais e violência psicológica contra ao menos 13 mulheres, em Porto Alegre. A decisão foi tomada pela desembargadora Naele Ochoa Piazzeta, da 8ª Câmara Criminal do TJ-RS. O mérito do habeas corpus ainda será analisado pelos demais desembargadores da Câmara.
As investigações da Polícia Civil apontam relatos semelhantes de vítimas, que citam estupros, agressões durante relações sexuais e violência psicológica. As mulheres passarão por perícia psicológica, e a delegada Fernanda Campos Hablich apura se a posição de poder de Conrado teria inibido denúncias. Antes da prisão, a Justiça já havia imposto medidas cautelares ao investigado, incluindo tornozeleira eletrônica, proibição de contato com vítimas e recolhimento domiciliar noturno. Conrado também estava impedido de lecionar em instituições de ensino superior e participar de eventos acadêmicos.
O advogado foi demitido no dia 18 da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), onde era professor e coordenador de pós-graduação. A instituição afirmou que o desligamento ocorreu em caráter administrativo, sem juízo sobre a investigação. A OAB/RS abriu processo ético-disciplinar contra ele, enquanto a defesa sustenta que “a verdade dos fatos se sobressairá”. Já a advogada das vítimas, Gabriela Souza, disse que a prisão representa um “primeiro alívio” para quem teve coragem de denunciar.
