Até o momento, polícia identificou prejuízos em mais de R$ 250 mil, mas valor pode ser maior
A Polícia Civil de Bom Jesus e Vacaria cumpriu nesta quarta-feira, 10, mandados judiciais e prendeu um homem, de 28 anos, funcionário público do Banco do Brasil, suspeito de envolvimento em um esquema de estelionato qualificado que causou um prejuízo em vítimas identificadas em mais de R$ 250 mil, a maioria idosos e pessoas de baixa escolaridade.
As investigações, iniciadas em maio de 2025, revelaram um modus operandi complexo, no qual o homem clonava cartões de crédito de vítimas e realizava compras em estabelecimentos comerciais e hospedagens em hotéis de luxo nas cidades de Gramado e Canela, além de efetuar pagamentos em restaurantes caros da região. Ele também abria contas em nome de terceiros, igualmente vítimas, para receber os créditos fraudulentos, que eram posteriormente transferidos para suas contas pessoais ou utilizados em saques em espécie.
O suspeito, que já possuía antecedentes por extorsão e estelionato, foi encontrado em um apartamento alugado em Canela, utilizando um contrato falso em nome de terceiros. Durante a investigação, foi constatado que o homem vinha aplicando golpes de forma reiterada há pelo menos três anos. Ele é funcionário do Banco do Brasil e também já havia trabalhado em outros bancos.
A Polícia Civil identificou diversas ocorrências de fraudes, com valores que superam os R$ 250 mil, envolvendo clonagens de cartões, empréstimos e saques fraudulentos. O suspeito também utilizava os documentos pessoais de funcionários de uma loja de móveis de sua propriedade em São Francisco de Paula para alugar imóveis de forma fraudulenta e dar novos golpes.
Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira visam apreender telefones celulares, computadores, cartões de crédito, maquinetas de pagamento e outros objetos relacionados aos crimes, além de documentos que possam auxiliar na identificação de outras vítimas e na recuperação de ativos. A Justiça também determinou o bloqueio judicial de contas bancárias do suspeito e de sua empresa.
Ainda, as investigações mostraram que o suspeito adquiriu mais de R$ 400 mil em Bitcoins no ano de 2022, cifra que pode superar mais de um milhão de reais nos valores atuais, havendo indícios de que as criptomoedas foram adquiridas com proventos do crimes.
A prisão preventiva do homem foi decretada para garantir a ordem pública, devido ao risco de fuga e à reiteração criminosa.
