Laudos apontam espancamento, sinais de asfixia e negligência; outras três crianças foram retiradas da casa e acolhidas pelo Conselho Tutelar
Mãe, de 24 anos, e o padrasto, 31, do menino Carlos Eduardo Telles, de um ano e cinco meses de idade, foram presos na noite de terça-feira, 6. Segundo a Polícia Civil, o casal é suspeito de espancar o bebê até a morte no dia 8 de abril.
A criança foi levada sem vida ao Hospital de Taquara. Para a equipe médica, a dupla disse que o menino havia caído da cama, mas os relatos não condiziam com os ferimentos encontrados no corpo.
De acordo com informações da Rádio Taquara, o delegado Valeriano Garcia Neto relatou que a criança foi vítima de agressões intensas. “Uma verdade sobre a qual já temos convicção é que o menino foi negligenciado. Sem dúvida nenhuma, não havia cuidado”, informou.
O laudo inicial do IGP apontou que a causa da morte foi hemorragia intracraniana, provocada por objeto contundente. Também foram identificados diversos hematomas pelo corpo do menino, o que, segundo o delegado, “indica método cruel”.
Um laudo complementar reforçou a incompatibilidade entre os ferimentos e uma queda de cama. Também apontou sinais de asfixia, embora essa não tenha sido a causa principal da morte.
Com a prisão dos suspeitos, a polícia deve ouvir novamente o casal e outras testemunhas à luz dos novos elementos da investigação.
Outras três crianças que viviam com o casal foram acolhidas pelo Conselho Tutelar de Taquara e encaminhadas a um ambiente seguro. São duas meninas gêmeas de cinco anos e uma outra menina de três anos.
