Imagens foram feitas no Parque Estadual do Espinilho, na Barra do Quaraí
Já era tarde da noite quando uma armadilha fotográfica flagrou um animal grande, de orelhas pequenas e focinho alongado, desfilando por entre as árvores do Parque Estadual do Espinilho, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Não era um mamífero qualquer, mas um exemplar raro. Quem passava tranquilamente em frente à câmera discreta posicionada na mata era um tamanduá-bandeira, espécie considerada extinta no Estado há 130 anos.
A divulgação do registro inusitado ocorre na semana em que o bioma Pampa é celebrado, reforçando a importância da biodiversidade desse espaço e da manutenção de Unidades de Conservação (UCs) para a proteção de ecossistemas significativos da paisagem rio-grandense.
Após a primeira aparição, em junho, outras imagens da espécie, da qual não se tinha registro há mais de um século no Estado, foram obtidas no mesmo parque. As captações foram feitas em turnos distintos, nos meses de julho, agosto e setembro. Conforme o biólogo da Unidade de Conservação, não foi possível concluir se todos os registros correspondem ao mesmo animal ou se haveria uma dupla. A única certeza é de que há ao menos um novo inquilino no parque.
Mais sobre a espécie
O tamanduá-bandeira, como é popularmente conhecido, é um mamífero nativo da América do Sul. Recebeu esse nome por ter o formato da cauda semelhante ao de uma bandeira.
Esses animais têm uma função ecológica de extrema importância, que consiste na adubação da terra, uma vez que se alimentam de insetos e acabam espalhando resíduos e nutrientes pelo solo.

